Descobrimento do Brasil










Descobrimento do Brasil
 
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A descoberta das terras brasileiras marca o início da História do Brasil.

No ano de 1500, precisamente no dia 22 de abril, chegam ao Brasil treze caravelas portuguesas, lideradas por um navegador conhecido como Pedro Álvares Cabral. Após deixar a pátria-mãe, Portugal, Cabral e outros desbravadores imaginavam um caminho em direção às Índias.

Desviando dos caminhos estabelecidos, acabaram desembarcando em terra firme de um território, até então, desconhecido. Na incerteza daquela descoberta se tratar de uma ilha ou um continente, primeiramente a chamaram de Monte Pascoal, pois a data correspondia à Páscoa. Posteriormente, o nome foi alterado para Ilha de Vera Cruz. Logo em seguida, substituíram-no por Terra de Santa Cruz. Contudo, os lusitanos, ao verificar uma grande disponibilidade de pau-brasil na região, passaram a chamar o local de Brasil.

Primeiras navegações

No início do século XV, vários fatores, além do advento de instrumentos como a bússola e o astrolábio, permitiram que grandes nações se lançassem às primeiras navegações. Uma delas, a Coroa Portuguesa, enviou uma expedição que tinha por objetivo buscar mais um precioso carregamento de especiarias na cidade de Calicute, na Índia. Esse contexto gerou uma procura por melhores rotas e, consequentemente, a passagem por e descoberta de novas terras.

Historiadores mencionam a possibilidade de Cabral não ter sido o primeiro a chegar ao Brasil. Isso porque, no mês de dezembro de 1498, oito navios comandados por Duarte Pacheco Pereira atingiram o litoral brasileiro. O país chegou a ser explorado mais ou menos na altura do que hoje são considerados os Estados do Pará e do Maranhão.
 
Todavia, esse primeiro contato dos portugueses com o continente sul-americano foi mantido em absoluto segredo. Buscando impedir que os espanhóis tivessem conhecimento de seus projetos, os estadistas e dois últimos reis de Portugal, conhecidos como D. João II e D. Manuel I, esconderam esse fato entre os séculos XV e XVI.

Após o retorno do navegador Vasco da Gama de Lisboa, no mês de agosto de 1499, o rei D. Manuel I, juntamente aos outros investidores, organizaram uma expedição para a cidade de Calicute, na Índia, dando continuidade ao processo de descobertas.
 
 Trocas Comerciais
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As primeiras atividades econômicas concentraram-se na extração de pau-brasil, dentro do regime de estanco (monopólio régio). Como era costume, o rei submeteu o contrato de exploração à concorrência pública e esta foi vencida por um consórcio de mercadores de Lisboa, chefiado pelo cristão-novo Fernão de Noronha, em 1502.

O primeiro carregamento do produto foi feito no ano seguinte, por Fernão de Noronha e uma expedição montada com a finalidade de extração. Na mesma época, foram construídas, no litoral, as feitorias. Essas eram locais fortificados que funcionavam como um depósito de madeira. O pau-brasil era explorado por meio do escambo (troca sem uso de dinheiro).

A notícia da existência do pau-brasil se espalhou na Europa. Os franceses, que dependiam da importação oriental, passaram a frequentar assiduamente o litoral brasileiro, a partir de 1504. Aliando-se aos Tupinambá, os mesmos tornaram-se sérios concorrentes dos portugueses. Esses, por sua vez, estavam aliados aos Tupiniquim, arquiinimigos dos Tupinambá.

Com o agravamento da situação, o Estado português enviou uma expedição guarda-costeira, comandada por Cristóvão Jacques, que esteve no Brasil entre 1516 e 1519 e, novamente, entre 1526 e 1528. Depois da segunda e última expedição, o comandante reconheceu a necessidade de medidas mais efetivas para garantir a posse da terra e sugeriu ao rei o povoamento.

Curiosidades

  • Pedro Álvares Cabral cohistoria-do-brasil.jpgmandou uma frota de treze navios, com cerca de 1500 pessoas. Os custos da viagem foram compensados pelos produtos que trouxe da Índia.
  • A primeira manifestação literária da qual se teve notícias no Brasil, foi o Quinhentismo ou literatura de informação. Esse movimento esteve baseado nos relatórios do escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, Pero Vaz de Caminha, um dos escritores brasileiros que fizeram parte desse período.
  • Cabral não foi o primeiro a chegar em terras brasileiras. Dois anos antes, a frota de Duarte Pacheco já havia desembarcado aqui.
  • Além do mais, apesar de ser considerado descoberto, o Brasil foi, na verdade, “achado”, pois aqui já era habitado desde os tempos pré-históricos. Com o passar dos tempos, cerca de cinco milhões de índios espalhavam-se ao longo do litoral, já no ano de 1500.
  • Há relatos históricos de que Cabral não havia “encontrado” o Brasil por acaso, mas que já havia planejamentos para a terra.
 
Filmes

Alguns filmes visam retratar, com algumas pitadas de humor, fatos históricos relacionados ao descobrimento do Brasil.

Caramuru (2001)

Sinopse: Com a participação de atores como Selton Mello, Luís Mello, Pedro Paulo Rangel, Debora Bloch, Camila Pitanga e Deborah Seco, esse filme conta a história de um pintor português chamado Diogo Álvares que cultivava a arte de embelezar a realidade. Ele é contratado pelo cartógrafo do rei, Dom Jayme, para ilustrar mapas que serviriam de orientação nas viagens de Pedro Álvares Cabral. Contudo, o pintor se evolve com uma francesa que frequenta a corte em busca de riqueza. A cortesã rouba-lhe o mapa e Diogo, como punição, é deportado para as costas brasileiras. Lá, ele conhece duas índias, na qual vive um triângulo amoroso.

Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995)


Sinopse: Com a participação de Marieta Severo, Marco Nanini, Marcos Palmeira, Vera Holtz e Ney Latorraca, esse filme retrata a transferência da corte portuguesa para o Brasil, no período colonial. Em 1777, morre o rei de Portugal D. José I. Esse fator agregado à declaração de insanidade de D. Maria I, em 1972, fazem com que o seu filho, D. João, e sua mulher, a espanhola Carlota Joaquina, assumam o trono português. Todavia, para escapar das tropas napoleônicas em 1807, o casal se transfere às pressas para o Rio de Janeiro. Lá, vivem um exílio com duração de 13 anos, caracterizado pelo aumento do desentendimento entre Carlota e D. João.